domingo, 19 de dezembro de 2010

Plano de ação - Conselho Escolar


1.      Objetivos

1-Compreender o colegiado escolar dentro de um contexto histórico, mostrando os  limites e possibilidades a prática da gestão participativa;
 2- Instrumentalizar e capacitar cada membro do Conselho Escolar, a fim de revitalizar o órgão Colegiado, no sentido de prepará-los, para que cada um exerça sua respectiva função com segurança e autonomia, vivenciando dentro da Unidade Escolar um processo dinâmico e de parceria, vislumbrando a efetivação da gestão escolar participativa.

2.      Justificativa

            Este plano de ação nasceu após a aplicação da pesquisa através de questionário a respeito dos problemas enfrentados na escola Antonio Sampaio Santos. Após análise dos mesmos, o corpo gestor da unidade escolar, inquieto com o diagnóstico do ambiente, constatou a falta de participação dos segmentos na realidade escolar, deixando a gestão totalmente desarticulada.
            Dessa forma, a escola  necessita de espaços de participação, para que seus segmentos posam exercer a prática participativa e dentre eles, o Conselho Escolar surge, pois sua participação  é essencial na prática educativa  e na aprendizagem.
 Nesta perspectiva, observou-se que a prática da gestão participativa ainda não se faz presente no cotidiano da instituição citada, já que todas as ações  estão centralizadas nos gestores, vivenciando assim uma realidade sem transparência e sem cooperatividade.            É notório que a situação diagnosticada não será mudada rapidamente, pois é preciso que todos os engajados no processo sintam-se parte do mesmo para assim a mudança acontecer. Segundo Heloisa Luck (1996, p.19)
 A participação, em sentido pleno, caracteriza-se por uma força de atuação consciente, pela qual os membros de uma unidade social reconhecem e assumem seu poder de exercer influência na determinação da dinâmica dessa unidade social, de sua cultura e de seus resultados, poder esse resultante de sua competência e vontade de compreender , decidir e agir em torno de questões que lhe são afetas.

            Portanto, vê-se que a gestão participativa no âmbito educacional, democratiza as ações e proporciona flexibilidade e segurança para solucionar as necessidades, fortalecendo assim a própria comunidade escolar. Assim, o Conselho Escolar surge como um dos indicadores de sucesso para a consolidação da gestão mencionada.
             Pensando assim, foi que elaborou-se o plano de ação, com o objetivo de capacitar os membros do Conselho Escolar, a fim de ajudá-los a torná-los co-responsáveis com as atividades desenvolvidas neste ambiente, visando minimizar e/ou sanar os impactos negativos na gestão da escola Antonio Sampaio Santos, causados pela ausência de uma prática de gestão colegiada, possibilitando aos segmentos atuarem de forma autônoma e consciente.

3.      Ações e cronograma
            Os membros do Conselho Escolar participarão de grupos de  estudos sobre o tema: Conselho Escolar, órgão que norteia a ação pedagógica da escola.

Quadro 1 – Ações planejadas e realizadas na intervenção

Ação
Recursos
Prazo/Período
1- Estudo de textos, sobre as funções, atribuições e o papel do Conselho Escolar.
Texto da coletânea do Programa Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares
Data show;

fevereiro
à
agosto
2- Análise e reflexão dos documentos: Proposta Curricular, Projeto Político Pedagógico, Regimento Escolar e as bases legais.
Proposta Curricular;
Projeto Político Pedagógico;
Estatuto da escola;
LDB( Artigos que contemplam o tema).
Constituição
maio,julho,setembro e novembro

3.1    Cronograma

MÊS
Atividade desenvolvida
Fevereiro
1.Estudo do caderno 1 do Programa Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares, Retroprojetor.
Março
2.Estudo do caderno 2 do Programa Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares, Retroprojetor.
Abril
3.Estudo do caderno 3 do Programa Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares, Retroprojetor.
Maio
Estudo do Projeto político pedagógico da Escola
Junho
4.Estudo do caderno 4 do Programa Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares, Retroprojetor.
Julho
Estudo da Proposta curricular da escola.
Agosto
5.Estudo do caderno 5 do Programa Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares, Retroprojetor;
Setembro
6.Estudo do Estatuto da Escola.
Novembro
7.Construção do relatório das ações desenvolvidas em 2011 pelo Conselho Escolar.
Dezembro
8.Apresentação de relatório à comunidade escolar.

            A realização dessa ação será um meio que possibilitará a comunidade escolar “fazer” acontecer à participação coletiva dos segmentos, buscando a transformação no ambiente, que não tem uma prática democrática, o que impossibilita a qualidade no ensino aprendizagem.
            Assim, a equipe gestora dessa unidade de ensino com toda dedicação e muita vontade de construir uma escola em que seus objetivos sejam alcançados, e conscientes de que o profissional de outrora não mais faz parte do novo perfil que é exigido pelo mundo moderno e principalmente na educação, que cada vez mais exige pessoas com habilidades para superar as dificuldades encontradas no cotidiano escolar e certo de que na instituição citada, os educadores ainda não se desvincularam da cultura tradicionalista, dificultando o trabalho coletivo e assim, não permitindo que a gestão democrática participativa deslanche nesse ambiente, é que a realização da ação descrita, abrirá caminhos para o fazer coletivo e democratizante.
            Com a expectativa de que todas as experiências trarão mudanças positiva para o interior deste ambiente,e com a certeza que a gestão desempenha um papel importante ao possibilitar as possíveis relações que se produz entre a formação propriamente dita e prática, com possibilidade de superação, com um olhar diferente, estabelecendo relações entre os conhecimentos assimilados e os conhecimentos adquiridos na atuação, avaliando-os e relembrando-os sob a ótica da experiência prática.
            A concretização do plano de ação  será um período de aprendizagem, que possibilitará aos segmentos do Conselho Escolar,  ação/ reflexão/ação sobre a prática e por isso torna-se essencial a formação e o exercício profissional.
            Sendo assim, é preciso então que os conselheiros  sejam profissionais alicerçados de conhecimentos para atuarem, com segurança, competência, profissionalismo, autonomia e, sobretudo, ética, contribuindo  para a escola eficaz.

4.      Referências

BRASIL. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Plano de Desenvolvimento da Educação: razões, princípios, programas. Brasília, 2007.

 LDB  - Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional- Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996.

 LÜCK, Heloísa. A escola participativa . O trabalho do gestor escolar. 3ª ed. Petrópolis, Vozes, 2005.


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