1.
Objetivos
1-Compreender o colegiado escolar dentro de um contexto histórico,
mostrando os limites e possibilidades a
prática da gestão participativa;
2-
Instrumentalizar e capacitar cada membro do Conselho Escolar, a fim de
revitalizar o órgão Colegiado, no sentido de prepará-los, para que cada um
exerça sua respectiva função com segurança e autonomia, vivenciando dentro da
Unidade Escolar um processo dinâmico e de parceria, vislumbrando a efetivação
da gestão escolar participativa.
2.
Justificativa
Este plano de ação nasceu após a aplicação da pesquisa através de
questionário a respeito dos problemas enfrentados na escola Antonio Sampaio
Santos. Após análise dos mesmos, o corpo gestor da unidade escolar, inquieto
com o diagnóstico do ambiente, constatou a falta de participação dos segmentos
na realidade escolar, deixando a gestão totalmente desarticulada.
Dessa
forma, a escola necessita de espaços de
participação, para que seus segmentos posam exercer a prática participativa e
dentre eles, o Conselho Escolar surge, pois sua participação é essencial na prática educativa e na aprendizagem.
Nesta
perspectiva, observou-se que a prática da gestão participativa ainda não
se faz presente no cotidiano da instituição citada, já que todas as ações
estão centralizadas nos gestores, vivenciando assim uma realidade sem transparência e sem
cooperatividade. É notório que
a situação diagnosticada não será mudada rapidamente, pois é preciso que todos
os engajados no processo sintam-se parte do mesmo para assim a mudança
acontecer. Segundo Heloisa Luck (1996, p.19)
Portanto, vê-se que a
gestão participativa no âmbito educacional, democratiza as ações e proporciona
flexibilidade e segurança para solucionar as necessidades, fortalecendo assim a
própria comunidade escolar. Assim, o Conselho Escolar surge como um dos
indicadores de sucesso para a consolidação da gestão mencionada.
Pensando assim, foi que elaborou-se o plano de
ação, com o objetivo de capacitar os membros do Conselho Escolar, a fim de
ajudá-los a torná-los co-responsáveis com as atividades desenvolvidas neste
ambiente, visando minimizar e/ou sanar os impactos negativos na gestão da
escola Antonio Sampaio Santos, causados pela ausência de uma prática de gestão
colegiada, possibilitando aos segmentos atuarem de forma autônoma e consciente.
3.
Ações e
cronograma
Os membros do Conselho
Escolar participarão de grupos de
estudos sobre o tema: Conselho Escolar, órgão que norteia a ação
pedagógica da escola.
Quadro 1 – Ações planejadas e realizadas na intervenção
Ação
|
Recursos
|
Prazo/Período
|
1- Estudo de textos, sobre as funções, atribuições e
o papel do Conselho Escolar.
|
Texto da coletânea do Programa Nacional de
Fortalecimento dos Conselhos Escolares
Data show;
|
fevereiro
à
agosto
|
2- Análise e reflexão dos documentos: Proposta
Curricular, Projeto Político Pedagógico, Regimento Escolar e as bases
legais.
|
Proposta Curricular;
Projeto Político Pedagógico;
Estatuto da escola;
LDB( Artigos que contemplam o tema).
Constituição
|
maio,julho,setembro
e novembro
|
3.1
Cronograma
MÊS
|
Atividade desenvolvida
|
Fevereiro
|
1.Estudo do caderno
1 do Programa Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares,
Retroprojetor.
|
Março
|
2.Estudo do caderno 2 do Programa Nacional de
Fortalecimento dos Conselhos Escolares, Retroprojetor.
|
Abril
|
3.Estudo do
caderno 3 do Programa Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares,
Retroprojetor.
|
Maio
|
Estudo do
Projeto político pedagógico da Escola
|
Junho
|
4.Estudo do
caderno 4 do Programa Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares,
Retroprojetor.
|
Julho
|
Estudo da
Proposta curricular da escola.
|
Agosto
|
5.Estudo do
caderno 5 do Programa Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares,
Retroprojetor;
|
Setembro
|
6.Estudo do
Estatuto da Escola.
|
Novembro
|
7.Construção
do relatório das ações desenvolvidas em 2011 pelo Conselho Escolar.
|
Dezembro
|
8.Apresentação
de relatório à comunidade escolar.
|
A
realização dessa ação será um meio que possibilitará a comunidade escolar
“fazer” acontecer à participação coletiva dos segmentos, buscando a
transformação no ambiente, que não tem uma prática democrática, o que
impossibilita a qualidade no ensino aprendizagem.
Assim,
a equipe gestora dessa unidade de ensino com toda dedicação e muita vontade de
construir uma escola em que seus objetivos sejam alcançados, e conscientes de
que o profissional de outrora não mais faz parte do novo perfil que é exigido
pelo mundo moderno e principalmente na educação, que cada vez mais exige
pessoas com habilidades para superar as dificuldades encontradas no cotidiano
escolar e certo de que na instituição citada, os educadores ainda não se
desvincularam da cultura tradicionalista, dificultando o trabalho coletivo e
assim, não permitindo que a gestão democrática participativa deslanche nesse
ambiente, é que a realização da ação descrita, abrirá caminhos para o fazer
coletivo e democratizante.
Com a
expectativa de que todas as experiências trarão mudanças positiva para o
interior deste ambiente,e com a certeza que a gestão desempenha um papel
importante ao possibilitar as possíveis relações que se produz entre a formação
propriamente dita e prática, com possibilidade de superação, com um olhar
diferente, estabelecendo relações entre os conhecimentos assimilados e os
conhecimentos adquiridos na atuação, avaliando-os e relembrando-os sob a ótica
da experiência prática.
A
concretização do plano de ação será um
período de aprendizagem, que possibilitará aos segmentos do Conselho
Escolar, ação/ reflexão/ação sobre a
prática e por isso torna-se essencial a formação e o exercício profissional.
Sendo assim, é preciso então que os conselheiros sejam profissionais alicerçados de
conhecimentos para atuarem, com segurança, competência, profissionalismo,
autonomia e, sobretudo, ética, contribuindo
para a escola eficaz.
4.
Referências
BRASIL.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Plano de Desenvolvimento da Educação: razões, princípios, programas.
Brasília, 2007.
Nenhum comentário:
Postar um comentário